sábado, 28 de maio de 2016

Comic Con Canadá



Eu andava muito estressada ultimamente, sem paciência, respondona e muito teimosa.
O papai ainda tinha um pouco de paciência, mas a mamãe estava com os nervos a flor da pele e qualquer coisa que eu fazia ela já gritava.
Acho bem injusto, porque eu não pedi essa situação toda.
Bebê, mudança, falta de atenção... isso tudo me deixava muito triste e deixava tudo isso transparecer.


Como estava todo mundo meio estressado e ia demorar um pouco pra nova bebê (bléh) nascer, o papai sugeriu que fôssemos para o Canadá, haveria um evento de quadrinhos e games e seriados e um amigo dele convidou para irem ao país e ao evento.
A mamãe achou uma boa idéia e começou a planejar o que iriamos fazer por lá.

Ganhamos muitos ingressos então perguntamos para a Tia Tati se ela poderia ir com meus primos, Caio, Fernando e Bruna. Mas a Tia Tati tinha de ficar aqui no Brasil porque havia reuniões importantes de sua marca, uma linha de roupas infantis que ela estava prestes a importar. Então sugeriu que Caio, Fernando e Renata (namorada de Fernando) fossem. Bruna também não poderia ir, porque fazia pouco tempo que ela havia começado um curso e só terá férias daqui a alguns meses.


De repente estavamos todos em casa, já preparando as coisas para viajarmos:

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(No quarto de casal:)
Pitty: Ai, não sei o que eu levo... já consultou a previsão do tempo por lá amor? (Disse para Daniel)
Daniel: Já, pela terceira vez! Leve loupa de frio mas também algumas mais leves, estão em transição de Inverno para Primavera.
Pitty: Tô achando pouco essas roupas. Já viu a mala da Hanna? O que você acha? (preocupada)
Daniel: Acho que se ela sair com tanta roupa na rua vai parecer um pinguim...(rindo)
Hanna: Quem vai parecer um pinguim? (chegando no quarto)
Daniel: Você vai parecer um pinguim minha gatinha... (pegando Hanna e fazendo cócegas)
Hanna ri.

Pitty: Tá pronta filha para a Comic do Canadá? Vamos ver muitas coisas legais, você e o Caio vão adorar!
Hanna: AHAM! Será que podemos procurar uma pessoa por lá?
Pitty: Quem? Quer ver os personagens dos desenhos? Nós veremos com certeza!
Daniel: Filha nós faremos o possível para você vê-la!
Pitty: Ver quem? Eu não posso saber?
Daniel: Você não contou para a mamãe filha?
Hanna: NÃO! Ela não precisa saber quem eu quero ver, ela tem outras coisas para se preocupar e você não pode contar nada. Você prometeu papai! Eu tenho um plano e a mamãe não vai deixar se eu contar. Vai estragar tudo.
Pitty: Você as vezes me deixa muito chateada Hanna.
Hanna: E VOCÊ NÃO ? Já tem uns meses que me deixou MUITO chateada.
Pitty ficou calada e Hanna saiu do quarto.

Daniel: Calma... precisamos ter calma com ela, estamos progredindo até, e ela está empolgada com a viagem, quem sabe depois de voltarmos ela esteja melhor. Eu a entendo, está muito chateada ainda e vai ficar mais daqui um tempo... teremos de ser fortes.
Pitty: Ela era minha melhor amiga e agora está assim.. nós faziamos tudo juntas e ela adorava me fazer companhia, me contar tudo, brincar comigo e agora ela está distante e parece até uma criança mal educada. As vezes sinto que a culpa é minha. Mas tem horas que não compreendo porque ela está assim tão magoada comigo.
Daniel: Tudo vai passar, lembra? (abraçando Pitty)


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Fui para o meu quarto, estava arrumando minha mochila:
Dentro havia apenas um urso que vivo grudada nele, alguns jogos pequenos para me distrair dentro do avião, e algumas guloseimas.
A mamá não havia chegado ainda, ela também iria conosco afinal ela não desgruda de mim desde que nasci e agora não ia ser diferente, eu precisava estar com alguém que realmente cuidasse se mim já que minha mãe mal me pegava no colo mais.

Uns instantes depois Caio, Fernando e Renata chegaram em casa prontos já com suas malas.

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 Caio entra no quarto de Hanna

Caio: Que você está fazendo sua bruxa?
Hanna: Minha mala, porque? Cadê a sua?
Caio: Aqui... (tirando a mochila das costas e abrindo) Olha o que eu to levando...
Caio começou a tirar um boneco do Buzz, uma pelúcia dos Hornets, um mini cobertor e algumas guloseimas. (Caio ainda escondia a pacifer e as diapers que estavam no fundo da mochila com vergonha)
Hanna: Tem bastante coisa, eu também estou levando algumas. ( Mostrando a mochila para Caio).
Caio: Tomara que o Fernando não fique enchendo meu saco. Aff ir só com ele e a Renata vai ser um saco, ele que vai mandar em mim.
Hanna: Pelo menos você não tem que dividir sua mãe com um bebê. Você é o bebêzinho dela. HAHAHAHA
Caio: Para tá! Vou contar pra sua mãe que você fica me zoando e ela vai te deixar de castigo!
Hanna: Tenta.. se ela te der atenção vai ter sorte.

Daniel entra no quarto

Daniel: E aí crianças, prontos? Vamos para o aeroporto?
Hanna: NÃO! Falta a mamá chegar! Não podemos ir sem ela!
Daniel: Calma, o tio Rodrigo vai levar ela pro aeroporto, e ela encontra a gente lá, ok?
Caio: Ainda bem.
Caio estava aliviado porque Marcella e Renata o defendia das broncas de Fernando.
Daniel: Hanna sua mãe quer falar com vocês dois antes de irmos.
Hanna: Ela vai nos dar bronca por nada Caio, se prepara.
Caio fica apreensivo

Os três vão até a sala onde estavam todos esperando com as malas para descerem.

Pitty: Hanna e Caio. Eu vou pedir para os dois se comportarem muito durante essa viagem, obedecerem e não sumirem como da ultima vez. Posso contar com isso de vocês? Por favor? Lá é um lugar novo, eu não conheço nada e não posso perde-los de vista. Combinado?
Caio: Sim Tia, vamos ser bonzinhos.
Hanna: Aham... mas se me perder você já tem uma substituta né, nem vai fazer falta.
Hanna sai em direção a porta e chama o elevador.

Daniel: Calma, não se estressa.
Pitty: Dá vontade de deixar ela de castigo por causa dessas ironias dela.
Renata: Tia, eu vou conversar com ela durante a viagem, fica tranquila eu vou tentar entender o que ela quer.
Renata estuda psicologia e gosta de ajudar sua mãe na clínica psicológica infantil.

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Chegando no aeroporto Marcella já os esperava na sala de embarque:

Hanna: (correndo em direção de Marcellaa) MAMÁ! Que bom que você vai! Eu já estava com saudades!
Marcella: Eu também amorzinho, Vai se comportar né? - Oi Caio! Que bom que vai!!! (Falando para Caio)
Pitty: (chegando onde Marcella os aguardava) Vai sim, nós já conversamos. Mas as ironias não mudam...
Daniel: Já está aberto o embarque. Ainda bem que chegamos à tempo.

Fernando: Caio, vem você vai sentar comigo e com a Renata, e vai se comportar, se não te jogo lá de cima do avião ouviu?
Caio: Aff a viagem mal começou e você já está brigando comigo! HUNF eu vou contar pra mãe que você vai me jogar lá de cima...
Renata: Calma lindinho, não fica com medo eu não vou deixar o Fernando fazer isso. Você vai com a gente bem comportadinho ok!?

Pitty: Filha você vai com seu pai ou com a Marcella?
Daniel: Vai comigo né filha?
Hanna: Vou com a Mamá... vocês já estão levando alguém, não se preocupa (falou cabisbaixa)
Pitty: (Falando baixo) Ela vai acabar ficando de castigo se continuar com essas gracinhas.
Daniel: Ok então Hanna, se você prefere assim... Mas se lembre de que eu sei o que você quer ver no Canadá. E só eu posso te ajudar com isso, então seja boazinha com a sua mãe e comigo.

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Fiquei quieta a viagem toda, dormi a maior parte dela e quando chegamos pela manhã no Canadá estava tão frio que eu só queria ficar no colo enrrolada em uma coberta.
Caio fazia o mesmo no colo de Renata, e até chegarmos na casa do amigo do papai em um bairro próximo ao centro de Toronto, estavamos todos muito juntos por causa do frio.



A casa era linda e tinha um quintal enorme, o que significava mais diversão. Atrás um bosque enorme com uma variedade de arvores e plantas encantadores, porém meio secas por conta da estação.






Chegamos explorando a casa e guardando as malas e escolhendo os lugares para dormir. Eu, Caio, Marcella, Renata e Fernando ficamos no maior quarto, que era mais infantil e tinha mais camas, Mamãe e Papai ficaram no quarto de casal ao lado.

Eu e Caio não queríamos perder tempo e fomos correndo para o quintal:

Pitty: Onde vocês vão?
Caio: Brincar no quintal tia.
Hanna: É lindo lá fora queremos brincar na floresta.
Daniel: Nada disso, sem entrar para o bosque, meu amigo disse que lá é perigoso, podem ter animais selvagens e pessoas escondidas que podem pegar vocês. Se quiserem brincar no quintal onde podemos ver podem ir, mas não vão além do quintal.
Fernando: Pirralho se você desobedecer o tio Dani você tá ferrado!
Caio: PARA FERNANDO você só briga comigo.
Renata: Esperem aí.. venham aqui. coloquem mais roupas porque ainda está muito frio...
Hanna: Podemos colocar nossas capas por cima?
Caio: Não trouxe a minha, acho que perdi ela.
Pitty: Não perdeu não amorzinho, tava lá em casa, eu trouxe junto com a da Hanna. Imaginei que fossem querer ir de Cosplay na Comic Con...
Renata: Viu, deu sorte, agora podem brincar. Mas obedeçam.




Estava um sol bem lindo lá fora, porém muito frio. Eu e Caio inventamos várias brincadeiras no quintal com alguns brinquedos que encontramos em uma caixa perto da garagem.
O amigo do meu pai tem três filhos que foram para Seatle visitar a avó junto com a mãe e por isso não os conhecemos.

Hanna: Caio, vamos achar um galho para ser nossas varinhas? Não trouxe a minha!
Caio: Vamos mas não podemos entrar na floresta proibida! Deve ter dementadores soltos por lá...
Hanna: Eu duvido que tenha! E duvido você entrar lá...
Caio: Eu não vou. Viu o que o Fernando disse? Eu to ferrado se entrar lá.
Hanna: Então te desafio a ir pelo menos achar a varinha comigo, só na entrada da Floresta proibida!
Caio: TA BOOOOM mas bem rápido, e se a gente ver um dementador ou um centauro a gente corre.
Hanna: Mas se vermos um unicórnio nós vamos até ele e montar. Hihi

Eu e Caio entramos no bosque, tinha um cheiro muito bom de mato e então achamos galhos que serviriam como nossas varinhas. Voltamos para o quintal...

Caio: Vamos brincar de feitiços?
Hanna: Vamos! Eu começo: SECTUM SEMPRA!!!
Caio: AH NÃO HANNA, você já quer me machucar... os mais leves por favor
Hanna: Taaaaaaaaaaa, (apontando a varinha para Caio) : CONFUNDUS!
Caio: Ah, me acertou... (fingindo estar confuso) O que houve, onde estou? (apontando o galho para Hanna) DENSAUGEO!
Hanna: Ahhhhhhhhhhh minha bocfa, meus dentfes estfão enormes tô parefendo um cafstor (fingindo que a boca está com os dentes crescendo).
Caio: Ei! To vendo um castor ali dentro? Podemos pegar ele e ter como bichinho de estimação e levar para o Brasil...
Hanna: Não sei! Nunca vi um, queria ver... Mas e se eles morderem?
Caio: Eu vou procurar na floresta... Se talvez eu lançar o feitiço CAVE INIMICUM talvez não vejam eu entrar na floresta...
Hanna: Não! Eu vou te transformar em um animal se você for sem mim...
Caio: Então tenta... você não consegue me pegar...

Caio correu pra dentro do bosque, e eu fui tropeçando atrás gritando : HUMANIS ANIMALESCO
E entrei para dentro do bosque e ouvi Caio correndo um pouco mais longe de mim. E derrepente não o ouvi mais.
Entrei em pânico. Será que ele se escondeu, ou se perdeu? Ou será que eu havia transformado ele em algum animal?

De onde eu estava eu ainda conseguia ver a casa e voltar tranquilamente. Mas fui andando um pouco mais e procurando Caio, e pedindo pra ele aparecer...

Hanna: Caioooo para não tem graça! Volta logo porque eu to com medo e o Fernando vai bater em você se você não voltar pra cá logo. Caioo?

Então ouvi um barulho perto de mim...AHHHHHHH
Era um esquilo...
Hanna: Caio me desculpa eu te transformei em um esquilo... HOMORFO! (apontando o galho para o esquilo) Ai, não funcionou... eu não sei o que faço... Vou pedir ajuda, não sai daqui! E cuidado com os dementadores!

Saí correndo em direção da casa, entrei gritando:

Hanna: MAMÃÃÃÃÃE, PAPAIII, GENTE ME AJUDA!!!
Pitty desceu correndo assustada, Daniel, Fernando e Marcella atrás
Pitty: O que houve filha? Você se machucou? Cadê o Caio?
Hanna: MAMÃE (Chorando) Eu transformei o Caio em um esquilo... eu não consigo fazer ele voltar ao normal... me ajuda ele está na floresta proibida.
Fernando: HAHAHA! O Caio em um esquilo... (olhando pela janela) avisei que ele estaria ferrado se entrasse no bosque, e ele não está no quintal.
Daniel: Calma filha, não transformou não. Mas onde o Caio está?
Hanna: Transformei sim! Ele entrou na floresta e sumiu, depois apareceu um esquilo e é ele. Eu sei que é!
Daniel: Vamos lá ver filha... talvez você não tenha acertado o feitiço tá bom, e por coincidência um esquilo apareceu. Não precisa chorar. E aproveitamos e vamos ver onde o caio se meteu.

Todos sairam para o quintal para ver o esquilo e procurar Caio, entrei na floresta de mãos dadas com meu pai e de longe vimos o esquilo comendo algumas nozes que estavam jogadas no chão.
Andamos mais um pouco, já estavamos afastados da casa e vimos Caio que estava abaixado tentando fazer uma armadilha para um castor que ele havia encontrado e estava perto mas ao chegarmos espantamos o bichinho que correu mata a dentro.

Caio: AHHHH!
Daniel: Achamos você...Viu filha, não transformou ele em um esquilo, pode ficar tranquila, aposto que o feitiço chicoteou e bateu em uma árvore.
Caio: Você ia me transformar em um esquilo? Sua BRUXA!
Hanna: Seu bruxo ninguém mandou correr. (mostrando a lingua)
Daniel: (segurando na mão dos dois e voltando) Vamos voltar para o quintal e se preparem para a bronca e para o castigo. Nós pedimos que não entrassem aqui. É perigoso. Os castores mordem Caio, são selvagens e tem dentes afiados. Poderiam ter se machucado.
Caio: Desculpa tio, é que nunca vi um desses.
Daniel: Eu sei pequeno. Já passou.
Hanna: Papai a mamãe vai me bater né? Ela tá tão bruxa! E o Fernando vai bater no Caio. (fazendo cara de choro)
Daniel: Não. Eu estou responsável por todos vocês. Mas vão ficar de castigo.

Ao chegarmos no quintal a mamãe já nos mandou entrar e Fernando já fez cara feia pro Caio.

Pitty: (entrando na casa, na sala  - estavamos sentados no sofá) Eu pedi para que não entrassem na floresta! Vocês desobedeceram! Subam e fiquem no quarto até a hora do jantar!
Hanna: Mas é muito tempo! (ainda eram 14h no Canadá)
Pitty: Pelo menos assim vocês não aprontam mais nada! Vão dormir, ler, fazer qualquer coisa, e SEPARADOS. Cada um em um quarto, pra não correr o risco de aprontarem de novo. - Como se não aprontassem até sozinhos.. (falando baixo)
Fernando: O que eu te disse moleque? A tia mandou você subir, não ouviu não? Você vai voltar para o Brasil amanhã se fizer mais uma gracinha.
Caio: AFF VOCÊ NAO É O MEU PAI. NAO PODE FALAR ASSIM COMIGO. CUIDA DA SUA VIDA. (subindo as escadas pisando forte)
Fernando: OH MOLEQUE!
Renata: Calma amor! Deixa eu vou ficar lá em cima com ele, e converso com ele.
Marcella: Também vou subir e conversar com a Hanna.
Daniel: Vão lá; Vamos ao mercado, Fernando vem com a gente, esfria a cabeça que ele é pequeno, não podemos controlar a imaginação deles.

Marcella e Renata subiram e Pitty, Daniel e Fernando foram ao mercado.

CONTINUA


quinta-feira, 17 de março de 2016

Esse sorriso...


Esse sorriso as vezes me deixa sem ar.
E aí eu tenho a necessidade de falar o quanto é grande meu amor por você...
Eu bem queria que você visse o que eu sinto, ainda depois te tantos anos... já tentei inúmeras vezes mas quando eu penso que você entendeu o tamanho do meu amor, mais eu sei que estou enganada.
Gosto de encontrar você... gosto do seu abraço suado depois dos shows e do seu receio ao me abraçar para não me molhar rsrs, eu nem ligo.
Nunca te peço fotos, só quando o momento é muito especial. Posso contar nos dedos quantas fotos tenho contigo mas não consigo mais contar quantas vezes estive perto de você. São treze anos.
Me faz bem pra caramba sabia? Ás vezes só te observar de longe me faz bem.
E as vezes eu preciso botar pra fora o que eu sinto, e só escrevendo me alivia. Você me entende, adora escrever como eu adoro também. E aí lembro que você não vai ler. Ou vai? Espero que sim.
Todas essas estórias que eu crio, pode ter certeza, todas elas eu gostaria mesmo de passar ao seu lado. É tipo uma coisa de outra vida sabe? Uma pendência, uma coisa que ficou pra trás e eu não sei explicar, só sei sentir. 
É uma falta imensa que você me faz e eu nem sei porquê; e tenho certeza que de uma forma ou de outra você ia acabar aparecendo na minha vida. Seja só pra uma lição nessa vida ou pra eu arrastar minhas dúvidas e esse amor todo pelo resto da minha vida. Karma sabe? Mas um Karma bom... 
Espero que entenda todo esse sentimento exagerado. Se não entender tudo bem, às vezes nem eu me entendo.

Hanna.
(Pseudônimo)


sexta-feira, 11 de março de 2016

Eu não quero me mudar...

Eu não quero me mudar!

Não quero perder os amigos que fiz no prédio, no clube, na escola...
Não quero ter de ir para longe por causa de um medo bobo; Ou por causa de um lugar maior onde caiba todo mundo... Poxa aqui sempre nos coube perfeitamente.
Não quero ter de ir à outra escola porque vou morar longe.
Quero continuar aqui! Onde subir a rua e chegar à casa do Tio Duda rapidinho, ver os cachorros, brincar no estúdio onde é minha segunda casa. Ir à casa do Tio Martin e brincar com as crianças, por horas e no fim da tarde do domingo voltar pra casa...
Quero poder continuar a ver a praça lá de cima, ver a piscina, e ver o sol se pondo no fim da tarde.
Eu gosto daqui, gosto da facilidade da diversão que mora ao lado.
Gosto do meu quarto e quero que ele continue assim, sem mudanças sem outra casa, sem outras pessoas.

Eu quero continuar aqui, onde fiz minha felicidade e vi minha vida valer à pena.

terça-feira, 8 de março de 2016

Domingando a Chuva e o Churrasco


Nesse domingo (06/03/2016) o dia começou bem chuvoso e estranho, porém não há tempo ruim para comer churrasco.
Tio Guilherme é um ótimo churrasqueiro e todo mundo adora, então a mamãe convidou ele, tio Martin, Tio Duda, Tia Tati, Caio, Fernando, Bruna, Marcella e Rodrigo para o almoço lá em casa já um dia antes.

Acordei lá pelas 09:00 e a mamãe ainda estava dormindo, e papai estava assistindo tv no quarto e como estava frio, fui me aconchegar no meio dos dois.

Daniel: - Bom dia princesa, veio acordar a mamãe?
Hanna: - Shiiiu Papai! Deixa ela nanar mais.
Daniel: - (falando baixinho) Então vem assistir tv com o papai e vamos esperar ela acordar.

Fiquei lá deitada com ele esperando a mamãe acordar para tomarmos café da manhã todos juntos.
Acabei adormecendo e o papai também. Dormimos por mais duas horas seguidas os três juntinhos.

A mamãe acordou e nos acordou assustada, porque havia marcado com o pessoal para chegarem às 13h e ela ainda não havia começado a fazer a entrada do nosso almoço.

Tomamos café rapidinho, e logo o papai e a mamãe começaram a cozinhar.

Enquanto os dois estavam ocupados eu estava bem quietinha no meu quarto montando uma cabana com os lençóis que tirei do guarda roupa, almofadas e luzinhas do studio do papai.


Se a mamãe podia dar uma festinha, eu também poderia. E dentro da cabana seria minha festinha. 
Dessa vez ela não brigou comigo ao me ver pegar os lençóis e as coisas todas, porque eu não estava aprontando tanto, apenas estava usando minha imaginação...

continua


Volta às aulas


O ano começou já com muitas coisas pra fazer, e uma delas era a matrícula na escola nova e toda a correria de um programa acadêmico.

Eu estava nervosa por ir a um colégio novo e a única coisa que me deixava mais tranquila era que o Caio ia comigo e estaríamos na mesma sala este ano.

A minha mãe e a mãe de Caio combinaram de se encontrar no shopping para comprar os materiais que nossa escola pedia:

''1 mochila
  3 lápis preto nº 2 triangular
  1 apontador com reservatório
  1 caixa de lápis de cor gigante triangular (12 cores)
  2 estojos pequenos com zíper
  1 borracha branca
  1 caixa de cola gliter (sugestão: Acrilex)
  2 tubos de cola grande
  1 tesoura sem ponta com nome do aluno gravado
 1 pote de massinha comum
 1 caixa de giz de cera (triangular)
 1 caixa de tinta guache lavável (sugestão: ACRILEX)
 1 pasta com grampo (Romeu e Julieta) amarela 20 sacos plásticos tamanho ofício
 1 pacote de monta tudo
 1 quebra cabeça
 1 caderno de capa dura pequeno
 500 fls. de papel sulfite (Report) – A4
1 metro de contact transparente
2 placas de EVA (1 amarela/1 fantasia)
1 bloco de papel canson A4
1 pacote de prendedor 1 pincel nº 14 (cerdas retangulares)
1 pacote de bexigas São Roque nº 9 – qualquer cor
1 avental para as aulas de artes
1 caixa organizadora plástica (30 cm x 20 cm x 20cm) para organizar os materiais dos alunos
05 refis de cola quente fino.
1 caderno capa dura com 50 fls. (desenho) grande com margem
1 caderno quadriculado (1x1)
1 caderno pauta verde 2 durex coloridos
1 pote de gliter 100 folhas papel lumipaper A4


Materiais de Higiene:
 1 toalha de mão com nome, para ficar na mochila
1 creme dental
1 merendeira / lancheira
1 copo plástico com o nome da criança
2 pacotes de pano de limpeza Perfex ''
1 pacote de lenço umidecido
1 pacote de fraldas do tamanho do aluno (para reserva)''


Pitty: - Meu Deus quanta coisa pra uma criança pequena... Isso porque todos os alunos irão levar a mesma coisa...
Tati: - Pois é, muita coisa mesmo, porém nessa escola eles fazem muitas atividades manuais e muita coisa legal, você vai ver... Todos os meus filhos estudaram lá e com o Caio não vai ser diferente.
Pitty: - Espero que a Hanna se adapte porque vai ser difícil colocar ela numa escola. Está muito acostumada a ficar em casa comigo, viajar, e sair comigo quando preciso.
Tati: - Acho que ela vai gostar, tem muita criança, parquinho, e bastante coisa pra fazer.


Estávamos no shopping e o papai havia nos levado para tomar sorvete antes das comprar, que ao ver dele não seria bom estarmos juntos.

Daniel: - Tem certeza que querem os dois juntos para fazer as compras? Vai ser complicado porque eles não vão se decidir o que querem.
Tati: - Caio não tem o que escolher nada não. Eu vou comprar os materiais e pronto, se ele não quiser não tem problema dou pra quem precisa e ainda falo pra tia da escola que ele não vai participar das atividades porque ele não tem material.
Caio: - Ah manhê eu quero escolher o personagem dos meus materiais!
Tati: - Nada disso, você já viu por acaso a ''cola do toy story?'' já viu '' a folha sulfite do ''homem aranha''? não né Caio! Os materiais são assim, o máximo que vai escolher é a capa dos seus cadernos.
Caio: - Ah pelo menos isso mãe *-*
Hanna: - Mamãe eu quero tudo do Frozen tá?
Pitty: - Se a gente achar....
Hanna: - EU AJUDO!
Daniel: - É pra ficar perto de mim e não sair correndo por aí!!
Hanna: - Tá booooom.

Ao entrarem em uma loja de materiais já começamos a escolher as coisas que queríamos, e nós mesmos saímos enfiando tudo no carrinho.

Daniel: - Cuidem dos detalhes como papel, cola etc. que vou com eles até os cadernos...
Caio: - Olha esse aquiiii tio! Olha só... Quero esse!
Hanna: - Esse é pra menino e pra gente grande já!
Caio: - Mas eu já sou grande, posso usar esse!
Hanna: - Ah tá! É pra usar caderno pequeno e não esses grandes com muitas folhas. Né papai?!
Daniel: - Esse é bem legal né Caio? Mas é pra gente grande. Você vai ter que escolher um desses...

Caio: - Aff, só tem feio... não quero.
Hanna: - Achei o meu! Quero esses papai!


Daniel: - Bem legal esses! Vamos por no carrinho...
Caio: - Tio acha um do Toy Story pra mim?
Daniel: - Vou pedir no balcão... fiquem aqui e não aprontem nada!!! Lembram quando se perderam no mercado de Orlando né?

Quando o papai diz isso é a mesma coisa que dizer pra gente sair correndo...

Hanna: - Vamos ali ver as mochilas, é rapidinho...
Caio: - Vamos ele vai demorar tenho certeza.

Fomos andando pelos corredores, e quando vimos estavamos distantes de novo. Mas enfim no corredor das mochilas.

Caio: - Quero essa do Mickey... (Pegando a mochila de rodinhas)
Hanna: - Quero essa do Frozen. Vamos andar com elas pra ver se é legal?
Caio: - Aham... parece grande, tô me sentindo bem grandão.
Hanna: - (Arrastando a mochila de qualquer jeito) É muito grande assim, mas quero essa aqui!
Caio: - Vou colocar de volta, quero outra. (Colocando a mochila na prateleira de cima)

Caio ao puxar uma outra mochila, a prateleira inteira caiu derrubando todas as outras mochilas ali.

Caio: - OPA!
Hanna: - Vamos correr daqui! Meu pai vai brigar muito e se o moço da loja ouviu vão expulsar a gente.

Saímos de fininho, as mochilas ficaram todas no chão. E com cara de desconfiados encontramos o papai que já estava com os cadernos do Caio.

Daniel: - Eu ouvi um barulho agora pouco e eu espero MUITO que não tenha sido vocês.
Hanna: - Que barulho papai?
Caio: - É que barulho?

A mamãe e a tia Tati estavam se aproximando...

Pitty: - Falem pra mim que vocês não tem nada a ver com esse barulho?!
Tati: - Caiooo!
Caio: - O que mãeeee?
Tati: - Hum... vamos, só falta escolherem as mochilas;
Caio: - Não mae! Não quero mochila daqui só tem feia! Vamos embora!
Hanna: - Ah não! EU QUERO AQUELA DO FROZEN!
Caio: - Não quer não Hanna! Vamo embooora (Caio me cutucou e eu fiz cara de brava).


Indo para o corredor de mochilas, e Caio se arrastando pra não ir, estava o moço que ajudou o papai a achar o caderno pro Caio arrumando a prateleira caída com as mochilas no chão.

Daniel: - Me expliquem como sabem quais são as mochilas se não viemos aqui...
Tati: - CAIOOOOO!
Pitty: - Hanna, essas mochilas no chão isso é coisa sua!
Caio: - AFF mãe! FOI SEM QUERER.
Hanna: - Foi o Caio! Eu só queria a mochila do Frozen!

Pitty: - Não dá pra tirar o olho nem sequer por um minuto de vocês! Hanna pega a mochila que você escolheu logo pra irmos embora, vamos ter uma conversinha.
Tati: - Já escolheu né Caio? Espero que sim, pega a mochila e vamos para o caixa, você vai ficar de castigo quando chegar! E sem reclamar. Você anda merecendo...

Daniel: Eu avisei pra ficarem quietos, agora aguentem as consequências. E nada de parquinho do shopping por hoje, entendido?

Fizemos a maior cara de coitados do mundo, pegamos as coisas que escolhemos e emburrados fomos embora.

Fim.






quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Personagens das Fanfics

Gente, vou explicar melhor os personagens aqui, pra não ficar confuso e não confundir
com a realidade.

Hanna: Eu, filha da Pitty e do Daniel
Pitty: Cantora (Aquela da música do Robô <3)
Daniel: Baterista (Nxzero)
Marcella: Amiga da Pitty que cuida da Hanna.
Rodrigo: Namorado da Marcella.

Caio: Meu melhor amigo, filho da Tati amiga dos meus pais.
[Em algumas fanfics o Caio aparece como filho da Cacá]
Tati: Melhor amiga da Pitty e do Daniel ( estilista de roupas infantis )
Bruna: Filha da Tati
Fernando: Filho da Tati.


No ooooutro blog, eu apareço como Beatrice e minha ''irmã'' como Luiza. Mas são histórias antigas, deixa elas quietinhas lá. rs
Se houver mudanças nos personagens ou tiver algum que eu não tenha mencionado, eu atualizo aqui.

Bjs!

Hanna


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Da Felicidade ao Pesadelo

Na época do carnaval não saímos como de costume.
Geralmente viajávamos para algum lugar divertido, nos fantasiávamos e a diversão era certeira. 
Dessa vez não saímos de casa, nem sequer fomos à rua à uma quadra do nosso apartamento para ver os blocos do baixo augusta.

Eu não estava entendendo porque. A mamãe dizia que estava dodói e que estava de repouso então não poderia fazer nada de esforço. 
Tudo bem. Passamos a tarde deitadas juntinhas, assistindo filmes enquanto o papai ia ao mercado comprar guloseimas e algumas coisas que estavam faltando em casa.

A tarde seguiu assim, entre filme e pipoca, sonecas e cócegas até anoitecer. 
Papai fez um jantar tão bom, mas tão bom que comi tudo sem reclamar e repeti mais uma vez.

Eles ficaram orgulhosos e disseram que eu estava crescendo muito rápido.
Eu não quero crescer. Juro por D-us. Quero caber no colo da mamãe pro resto da vida e ser tão amada por eles que até dói o coração de pensar em nos separarmos um dia.

Ficamos na cozinha mais um tempo, nós três conversando e rindo e eles tão lindos me fazendo mimos, ao fundo tocando Nothern Sky - Nick Drake e eu sentindo todo aquele amor. 

Mas algo estranho me fez eu me sentir estranha. Senti que estava perdendo aquele amor, e que um dia, dias como aquele não existiriam mais. Mas aproveitei aquele dia como se não houvesse amanhã.

Ficamos na sala brincando por um tempão, até quase duas da madrugada e a mamãe dizia: 
Pitty: Já está na hora de ir para a cama. Está tarde... vem eu te levo...
E eu: Não, só mais um pouquinho, quero ficar aqui com vocês. Quero mais abraço mas beijinho e mais cócegas haha.
E o papai: Já é hora da neném ir dormir. E nós também. Vamos juntos. Vamos deitar os três na sua cama até você dormir. 

Fomos os três, e ficamos deitados com a luz bem baixa, eu mamando e mexendo na barba do papai, até que adormeci.

Não vi mais nada.
De repente eu estava em um lugar, parecia um hospital. Estava muito embassado e confuso, as pessoas falavam coisas e eu não entendia. 
Gritava pela minha mãe e ninguém ouvia, chamei o papai mas ninguém me dava ouvidos. 
Continuei andando, estava com frio e em um corredor eu via um quarto aberto. Eu ficava da porta observando... estavam todos lá. A vovó o vovô, meus tios, na cama a minha mãe, ela segurava alguma coisa. O papai estava ao lado dela sorrindo, e ela sorrindo também. 
Entrei no quarto e ninguém me dava atenção, ficavam olhando pra coisa que estava no colo da mamãe, e era tudo muito real, eu comecei a chorar e chamar a mamãe para que ela me deixasse subir na cama. Então ela me olhava e dizia: Olha filha, olha o bebê. Você está crescendo muito rápido não é mais o bebê; Agora temos um novo bebê!
Eu começava a gritar: IRMÃOZINHO NÃO, IRMÃOZINHO NÃO. NÃO QUERO IRMÃOZINHO e eu chorava muito, até que uma enfermeira me tirou do quarto e fui me afastando da minha mãe até que eu não a via mais, estava distante de braços esticados. 

Então acho que acordei, gritando IRMÃOZINHO NAO, NAO QUERO IRMAOZINHO, IRMÃOZINHO NÃO, PAPAI, NAO! MAMÃE, QUERO A MAMÃE! Acordei suada, minha roupa estava gelada, molhada eu estava com a febre saindo do meu corpo em forma de suor, a mamãe entrou correndo no meu quarto quando me ouviu gritar, o papai junto e eu ainda estava sonhando, sonolenta, ela me abraçou e disse pra eu me acalmar e ficar tranquila que ela estava lá, papai tirou minha roupa toda molhada e trocou outra seca e quente e  eu continuava a gritar e a chorar, ainda não havia acordado.

Mamãe mediu minha temperatura, estava com quase 39°C de febre rapidamente o papai me deu remédio em uma seringa direto na garganta, em seguida o peito da mamãe para que eu não vomitasse todo o remédio sem água que havia tomado. Então ficamos ali, ela me ninando e me acalmando para que eu conseguisse dormir novamente, sem pesadelos, sem terror noturno, papai apagou a luz e deitamos novamente os três juntos. Ficamos assim até o dia seguinte. 

Ouvi mamãe conversar com o papai pela manhã e dizer que está preocupada por não saber o que vai fazer quando isso chegar.

Isso o que? Eu não entendi. Abri meus olhos e continuei abraçada à mamãe sem dizer nada, sem me mexer. Chorei baixinho, eu estava com dor no corpo e minha cabeça e minha garganta doía muito. 

Quando levantamos fomos ao médico e passei o dia agarrada á mamãe por ter tomado uma injeção, fiquei com dor na perna e tudo me fazia chorar. Não sei se pela dor ou pelo sonho, que não saía da minha cabeça.

Eu não queria aquele pesadelo e não quero nunca que ele se torne realidade.